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intransferível tigre


           MAPA DA MINA

 

A cada ser, seu universo,

sua casa, seu sol poente,

sua estrada, seu paraíso.

 

A entrada para o mundo não tem porta.

O bilhete não tem preço.

O endereço é fictício.

 

A cada ser, sua ventura,

sua paixão, seu próprio sol

e calmaria.



Escrito por leopoeta às 22h48
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O QUE ME SOBRA

 

Dentro de mim, existe o árido.

Ilha de pedra sem ancoradouro.

Saara sem oásis, despenhadeiro.

Eu mesmo, muitas vezes, o desconheço.

Afinal, minha dor, ninguém sabe onde fica.

Minha raiva, ninguém sabe aonde eu finco.

A razão parece sempre estar em falta.

O que me sobra, emaranhado, é o que sinto.



Escrito por leopoeta às 10h29
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         COTIDIANO

 

Certos desejos são impronunciáveis.

Certos dias, inequívocos desvios.

Posso, contudo, desfalecer e despertar.

Tenho vontade de viver eternamente.

Certas palavras nos consomem.

Outras, nos fazem reviver.

 

 

 



Escrito por leopoeta às 11h35
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Os pássaros foram os primeiros a nascer.

Os poetas, a exemplo das manhãs, cantam para a vida.

Tudo os excita: a própria morte, o dia a dia ou a desdita.

Têm a força e a beleza de irromper sobre o amanhã.

Trazem estrelas oceanos maremotos e florestas.

Sentem a vida e sobrevivem nas palavras que carregam.

Caminham pela rua como qualquer um.

 



Escrito por leopoeta às 21h06
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Desenganados, sangrando,

mal-amados e violentos,

a andar pelas ruas, espalhados,

os meninos veem a ira de seus pais

cegos, bem armados, pervertidos,

na tarefa inglória deste inferno,

que constroem com esmero,

sobre a dor que fingem não sentir.



Escrito por leopoeta às 11h42
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SUBCUTÂNEA

 

Os poetas têm palavras

sob a pele da linguagem

e se movem sobre a terra

que imaginam construir

Corajosos e vorazes

se aventuram na linguagem

sob a capa desvairada

da estrada que percorrem

para não morrer

 



Escrito por leopoeta às 10h23
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escrever de volta numa folha digital

uma palavra, outra palavra,

pontuando o verso como se não fosse,

dando adeus à inocência,

à língua ferina, sem recato,

direta, uma palavra, outra palavra

e eu de volta à poesia



Escrito por leopoeta às 17h24
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O anjo negro, além da cor belíssima do ébano,

carrega o castiçal em chamas da vingança,

a ilusão do amor nascido à fórceps,

como se o mundo pudesse retornar

e ser o sonho que já terminou.



Escrito por leopoeta às 11h28
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Trata-se o poema de um objeto como outro qualquer.

Panela, prato, garfo, copo, colher.

Tudo tem serventia, incluindo o poema.

E nem precisa imaginar pra quê.



Escrito por leopoeta às 23h52
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Thereza Christina

 

A paixão da página sobre a mesa,

na estante, pendurada sobre a mente,

na memória, é o que move a minha amiga

com sua roupa de papel, de cartolina,

sua sopa de letrinhas, sua poética de lava,

(eternamente fogo nas palavras,

vida nas palavras, sopro nas palavras)

enquanto um de nós, apenas um,

qualquer que seja, puder lançar seus olhos,

maravilhados, sobre o papel impresso,

ao acaso, sobre a mesa, fascinado,

após pegar o livro, alisá-lo,

tendo sentido seu cheiro e sentindo-se,

ele mesmo, dono, cúmplice, artífice e,

porque não, o próprio Deus

entre vocábulos: poeta.

 



Escrito por leopoeta às 01h42
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As palavras estão sempre perto.

Concretas como de costume.

Impiedosas como o verbo original.

Entre a palavra e o objeto.

Por entre o vento e a montanha.

O tempo se guarda na lembrança.

O oceano é uma idéia.

A expressão, o que se diz.

As palavras têm a cor da tua boca.

Têm sabor, perfume, cor.

A poesia invade a vida e a ilumina.

Traz à tona aquilo que nomeia.

Aproxima meu nome de quem me ouve.



Escrito por leopoeta às 08h47
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Calvário
 
Dias de tormenta
Dias sem dormir
Dias indo embora
Pelo ralo, pau-a-pique
Dias de hospital
Sentindo dor, sobrevivendo
Soçobrando, indo a pique
Dias que não passam
Que se arrastam
Como larvas
Como um coma
Num buraco
Sem ter fim



Escrito por leopoeta às 23h59
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De boca em boca, as palavras vêm e vão.
A seiva da linguagem, a pétala da vida.
A influência da palavra sobre as coisas que nomeia.
O dicionário e o vernáculo.
O poeta e seu desejo.
As palavras vão e vêm pela boca de quem fala.
Poesia é a palavra, sua força, seu idioma.
A multiplicação dos pães, meu sussurro em seu ouvido.



Escrito por leopoeta às 22h43
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A beleza é direção em minha vida.

Todos os dias, eu vejo o mundo pela primeira vez.

A alegria insaciável dos descobridores.

O olhar surpreendente da criança.

O beijo da saudade e a carícia do desejo.

Voltar à tona e respirar o ar da vida.

Nadar no mar como quem bebe o mar.

A calmaria, o salto em falso.

O que germina e alimenta.

 



Escrito por leopoeta às 19h54
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O sol não se levanta sempre no mesmo lugar.

Todas as manhãs, a luz ressurge para a vida.

Novos horizontes nos aguardam.

De onde menos se espera, ergue-se o presente.

Como a beleza, a arte está aonde não se vê.

O amor navega pelo tempo e não nos damos conta.

A música, a lembrança e as emoções são uma coisa só.

A poesia é o instrumento que nos faz tocar a vida.



Escrito por leopoeta às 07h33
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