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entre o poeta e a beleza não há palavras
Escrito por leopoeta às 23h39
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Nada sei sobre o amor. Não sei sentir, não sei ouvir, não sei buscar. Sua presença não me toca. É nota fora de circulação. Moeda antiga, tostão, vintém. Mercadinho de quinquilharias. Vazio de exercícios solitários. Aspereza, sofreguidão. Mas o que é a vida, se não há ninguém?
Escrito por leopoeta às 23h39
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