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No centro, está o medo. A esperança verte pelas bordas. Caio e fico submerso. Cato meus pedaços. Sou eu que carrego meu passado. Sou quem engole e não vomita. Caminho entre palavras. Assisto à lua subir entre as montanhas. Escuto tiros na favela. Rente aos prédios, voam os helicópteros. Vivo no Rio desde o dia em que nasci.
Escrito por leopoeta às 21h12
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