Meus horizontes são exóticos. Paro, mas nada deixa de existir. Tudo piora, apodrece, vai embora. Meus horizontes intercalam-se, incessantes. Assim é o poeta e sua lida. Assim me fiz para poder me transformar. Conheci o mundo observando ao meu redor. Imagino o mais distante como aquilo que não sou. Sobrevivi à fome no deserto das idéias. Borbotões de sentimentos e sobrevivi. Meu horizonte eu reconstruo a todo instante. As frutas, colho-as para que não apodreçam.
Escrito por leopoeta às 23h54
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